"Estava de pé"

Cedo na noite da tarde de um dia,

Azul que já não estava no céu,

De um azul que se foi e não permaneceu,

Nos olhares que se davam de tremenda alegria,

Não por ainda ser noite ou já claro-escuro,

Mas por ser fim afoite de um azul não puro

 

Passa a vida e vem de lá o que não se vê,

Passei eu que já tinha visto o que tu ainda não:

Era noite, era dia, cor mescla que nem se lê,

Vira em frente e olha longe esse horizonte de emoção,

A fase em que tudo está como não é,

De nós o deslumbre de ver isto de pé

 

No caminho que sempre se faz para voltar,

Vivências passadas em contos de confissão

Na clara ideia de ter alma a conquistar,

Sem a pressa já tida de outra ilusão,

Vê que a noite vem e o dia se vai,

Como os dois se unem e nenhum sai,

De bonito que é àquela hora todo este estado,

Esqueci-me

Que a única luz que me faltava estava ao meu lado

publicado por Ricardo Santos às 21:20 | link do post | comentar